terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Esvaziando Mitos da Cerveja #2

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Cerveja X Barriga

Uma das crenças mais fortes no mundo dos bares, festas e comemorações!

Será mesmo que a famosa “saliência” abdominal é fruto do consumo de cerveja?

Vamos aos dados:

Um copo de cerveja possui aproximadamente as mesmas calorias de um copo de suco de laranja (tudo bem que ninguém bebe 10 copos de suco seguidos, marca que é facilmente alcançada em qualquer encontro de amigos) .


“Mas se a cerveja não é tão calórica, porque dá barriga?”

Aí é que está o ponto, cerveja não dá barriga (não sozinha, pelo menos)!

Tente se imaginar numa mesa com seus amigos e muita cerveja... E aí? Não falta nada? Assinale o que mais você viu na mesa:

[  ] Batata Frita

[  ] Pizza

[  ] Hambúrguer

[  ] Cachorro Quente

[  ] Todas as anteriores

Hum...Peraí, a brincadeira está bem mais “gordurosa” agora não é?

Tudo o que se consome nas rodas dos bares é altamente calórico, mas a culpa cai sempre sobre a “pobre” cerveja

O que o Give Me a Beer quer que você entenda, é que por muitas vezes as pessoas resolvem simplesmente parar de consumir cerveja, não prestando a devida atenção aos pontos reais que devem ser monitorados, como alta ingestão de alimentos gordurosos e pesados. Parar de consumir cerveja até pode te ajudar a reduzir o peso, afinal o álcool reduz a atividade do seu metabolismo e pode sobrecarregar seu organismo.

E aí? Vai largar uma das mais completas bebidas já inventadas sem nem ao menos conferir se é ela que está aumentando a “barriguinha”?

Você pode reduzir seu peso sem deixar de degustar sua preciosa cerveja, basta consumir alimentos saudáveis, praticar exercícios físicos e evitar os excessos. 

Vale lembrar que além de refrescar em dias quentes e aquecer nos dias frios, a cerveja possui diversos nutrientes importantes para a saúde do seu organismo. Estudos indicam que o consumo de até 1,5 litros de cerveja divididos no dia pode ajudar na prevenção de diversos males como depressão, infartos e infecções.

Lembra do nosso post sobre cervejas artesanais e industriais?

BEBA MENOS! BEBA MELHOR!


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O Caneco da Discórdia #2

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Milho!

Você gosta de Milho?

É ótimo né?!

Na pamonha, no bolo, no empadão, na pizza, como pipoca, cozido na praia.

Enfim, temos diversas deliciosas opções para consumir milho. Agora falando do que não parece tão legal assim, vamos falar de milho na Cerveja.

Sim caro cervejeiro, a nossa "tradicionalíssima" Pilsen, famosa pela leveza e pelo visual cristalino possui uma quantidade absurda de milho na sua composição.

Cientistas da USP-SP examinaram diversas marcas brasileiras e importadas disponíveis no nosso mercado e descobriram dados que demonstram como o cervejeiro(o que apenas bebe no caso) brasileiro ainda tem muito o que aprender sobre cerveja de verdade.

Quando você procura pelos ingredientes no rótulo de sua cerveja, encontra os seguintes dizeres: Água, malte, lúpulo e cereais não maltados. Aí está o "pulo do gato" das grandes cervejarias, os tais cereais são basicamente milho e arroz e chegam a 45% do total de ingredientes adicionados à receita. A adição destes "novos" ingredientes acelera o processo de elaboração da cerveja e reduz consideravelmente o custo da cerveja, afinal a cevada maltada é bem mais cara que milho e arroz.

A adição de ingredientes diferentes deve ter sempre o objetivo de intensificar as qualidades da cerveja. Diversas frutas, ervas finas e temperos são adicionados por cervejeiros de todas as partes do mundo, dando o merecido destaque aos da Bélgica, nação cervejeira e berço de lendas engarrafadas. A regra que vale é adicionar para melhorar, não apenas pra ficar mais barato.

Apesar das leis brasileiras permitirem tais "correções", será que não deveríamos ler nos rótulos a clara, e mais correta, descrição: "Bebida fermentada de Milho e Arroz com adição de cevada".

Bem menos atraente não?

É claro que existe todo um apelo cultural que exige cervejas levíssimas para o gosto brasileiro. Há também a questão financeira, cervejas puro malte são mais caras, o que talvez dificulte a propagação da cultura cervejeira, mas não é justo sermos enganados com algo que está muito, mas muito mesmo, longe de uma cerveja de verdade. Não que as grandes marcas brasileiras tenham baixa qualidade, o cuidado a higiene, procedência dos insumos e empenho no processo de fabricação são de fazer inveja a qualquer cervejaria da Europa ou Estados Unidos, o que nos falta mesmo é melhorar a receita.

Tudo bem que cerveja boa é aquela que você bebe e se sente bem, ponto!

Mas por favor, não cometa o gravíssimo erro de comparar cervejas "industriais" com as artesanais, alegando que você pode comprar "x" caixas de tal cerveja pelo valor de uma artesanal ou ainda tentar encontrar uma ligação entre aromas, sabores e aparências presentes nos dois tipos.

Quer entender e apreciar as reais características de uma cerveja? Comece provando as puro malte e veja como faz diferença ter no copo uma obra de arte.


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Esvaziando Mitos da Cerveja #1

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Cerveja em LATA ou GARRAFA?
Qual é a melhor?

Você provavelmente vai responder:

"Garrafa, é claro! O vidro é bem melhor!"

Se estivéssemos falando sobre isso uma ou duas décadas atrás, sua resposta até teria um pouco de sentido, afinal as latas antigas não tinham a proteção interna que existe nas latas atuais.


"Mas e o tempo de maturação e a adição de malignos conservantes?"

Nas fábricas, toda a cerveja que vai para as garrafas e latas passa exatamente pelos mesmos tanques de fermentação, encanamentos e tudo mais. A única parte em que o líquido se divide é na hora de envasar, uma máquina para garrafas e outra para latas. Ponto!



A adição de antioxidantes (que nada têm a ver com "dar barriga", escurecer dentes e fazer mal à sua saúde) para conservar a cerveja contra a degradação do contato com o ar e a luz, é utilizada em toda a bebida produzida na fábrica. Se vai para a lata ou para a garrafa, tudo leva antioxidantes.

Lembrando aqui que estamos falando das cervejas "industriais", feitas para o consumo em grande quantidades e sem toda aquela preocupação com o que vai para o copo. O esquema é durar bastante e vender mais ainda.

O processo de pasteurização é o mesmo para os dois recipientes e não existe diferença no aroma ou no sabor para as duas embalagens.

As latas produzidas hoje, possuem uma espécie de "verniz plástico" no seu interior, o que torna a interação entre alumínio e cerveja praticamente nula
Resumindo, se você tem aquele amigão metido a " Melhor mestre cervejeiro da mesa do buteco que ele está", não caia nos grandes sermões sobre latas que estragam cervejas ou cervejas estragadas que são destinadas para as latas.

A cerveja é a mesma e seria necessário muito (leia-se MUITO) treino e degustação para um dia, você, quem sabe, acertar alguma diferença no sabor ou aroma.

Para fechar, o Give Me a Beer deixa uma valiosa dica para você:

  • SEMPRE que possível, opte por beber cerveja no COPO e não no gargalo da garrafa ou direto na lata. Só assim você poderá tirar o máximo dos sabores e aromas da sua preciosa cerveja.

Fomos claros? Perdeu aquele preconceito com a lata?
Então corra logo e abra sua lata/garrafa. Aproveite sua cerveja!
Brindemos!

Para mais informações, acesse: www.facebook.com/clube.givemeabeer