Milho!
Você gosta de Milho?
É ótimo né?!
Na pamonha, no bolo, no empadão, na pizza, como pipoca, cozido na praia.
Enfim, temos diversas deliciosas opções para consumir milho. Agora falando do que não parece tão legal assim, vamos falar de milho na Cerveja.
Sim caro cervejeiro, a nossa "tradicionalíssima" Pilsen, famosa pela leveza e pelo visual cristalino possui uma quantidade absurda de milho na sua composição.
Cientistas da USP-SP examinaram diversas marcas brasileiras e importadas disponíveis no nosso mercado e descobriram dados que demonstram como o cervejeiro(o que apenas bebe no caso) brasileiro ainda tem muito o que aprender sobre cerveja de verdade.
Quando você procura pelos ingredientes no rótulo de sua cerveja, encontra os seguintes dizeres: Água, malte, lúpulo e cereais não maltados. Aí está o "pulo do gato" das grandes cervejarias, os tais cereais são basicamente milho e arroz e chegam a 45% do total de ingredientes adicionados à receita. A adição destes "novos" ingredientes acelera o processo de elaboração da cerveja e reduz consideravelmente o custo da cerveja, afinal a cevada maltada é bem mais cara que milho e arroz.
A adição de ingredientes diferentes deve ter sempre o objetivo de intensificar as qualidades da cerveja. Diversas frutas, ervas finas e temperos são adicionados por cervejeiros de todas as partes do mundo, dando o merecido destaque aos da Bélgica, nação cervejeira e berço de lendas engarrafadas. A regra que vale é adicionar para melhorar, não apenas pra ficar mais barato.
Apesar das leis brasileiras permitirem tais "correções", será que não deveríamos ler nos rótulos a clara, e mais correta, descrição: "Bebida fermentada de Milho e Arroz com adição de cevada".
Bem menos atraente não?
É claro que existe todo um apelo cultural que exige cervejas levíssimas para o gosto brasileiro. Há também a questão financeira, cervejas puro malte são mais caras, o que talvez dificulte a propagação da cultura cervejeira, mas não é justo sermos enganados com algo que está muito, mas muito mesmo, longe de uma cerveja de verdade. Não que as grandes marcas brasileiras tenham baixa qualidade, o cuidado a higiene, procedência dos insumos e empenho no processo de fabricação são de fazer inveja a qualquer cervejaria da Europa ou Estados Unidos, o que nos falta mesmo é melhorar a receita.
Tudo bem que cerveja boa é aquela que você bebe e se sente bem, ponto!
Mas por favor, não cometa o gravíssimo erro de comparar cervejas "industriais" com as artesanais, alegando que você pode comprar "x" caixas de tal cerveja pelo valor de uma artesanal ou ainda tentar encontrar uma ligação entre aromas, sabores e aparências presentes nos dois tipos.
Quer entender e apreciar as reais características de uma cerveja? Comece provando as puro malte e veja como faz diferença ter no copo uma obra de arte.


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